Tecnologia e educação: a facilidade de acesso à informação

Tecnologia e educação: a facilidade de acesso à informação

O mundo on-line trouxe informação em abundância, expandindo os limites para o acesso à informação e novos conhecimentos. Talvez até tenhamos mais informações hoje do que o presidente dos Estados Unidos tinha há 20 anos, tamanho é o acesso à tecnologia e educação. Basta abrir o browser, digitar no teclado e a internet vai te trazer um oceano de conteúdos que o mundo off-line não podia oferecer no passado.

“A cada dois dias, a informação que é gerada no mundo é equivalente ao início da civilização até o ano de 2003.” Eric Schmidt, ex-presidente do Google.

Já imaginou o quanto isso é impactante? A tecnologia é responsável por essa revolução. Ela impulsiona a velocidade das mudanças e impõe um ritmo tão acelerado que nós nem percebemos o quanto elas estão afetando as nossas vidas.

Segundo Raymond Kurzweil, fundador da Singularity University, a velocidade de mudança é tão grande que em cem anos do século XXI teremos vinte mil anos de progresso.

Diante desse contexto, já podemos até imaginar o tamanho do impacto da tecnologia na educação. Nunca foi tão fácil aprender diante de tanto conteúdo exposto na internet. Porém, também existe o desafio de saber  filtrar o conteúdo para identificar qual informação é correta e apropriada para determinado contexto. 

A educação antes do “boom” da internet

A tecnologia está evoluindo muito rápido e a área de ensino também está percebendo os impactos. Entre a década de 1990 e os primeiros anos da década de 2000 os brasileiros ainda navegavam com o uso de internet discada (se você era muito jovem ou não tinha nascido já vamos te explicar). 😉

Não eram todas as pessoas que tinham um computador em casa e uma quantidade menor ainda tinha acesso à internet. Só existia o modelo discado, em que era necessário usar a mesma linha do telefone para ter internet. Sendo assim, ou você ficava com o telefone de casa funcionando ou usada a web. Para piorar, o custo da internet era considerado alto na época, por isso muitas famílias só deixavam utilizar o serviço aos finais de semana ou depois da meia noite.

Com esse cenário, já dá para imaginar que não era comum utilizar a internet para pesquisas e trabalhos da escola ou da faculdade, certo? Na verdade, os principais meios de buscar informações eram os livros, apostilas de estudo e a “Barsa”. Ter uma enciclopédia como a Barsa era considerado quase o mesmo do que clicar no Google para ter uma informação (só que com dados mais antigos e depois de muita pesquisa).

Tecnologia e educação começam a caminhar juntas

Felizmente, a conectividade da internet melhorou com o passar dos anos. Hoje temos banda larga e a possibilidade de assistir a filmes e séries na Netflix, acompanhar lives no Instagram e cursos online. 💻

Nos velhos tempos, as emissoras escolhiam o conteúdo, você precisava estar na frente da TV na hora certa, não tinha controle algum sobre a transmissão (e tinha intervalos). Agora, com o streaming você escolhe o quê, onde e quando assistir. Se desejar, pode rever quantas vezes quiser. 

A educação também foi ganhando algumas possibilidades ao permitir pesquisas online para realizar trabalhos, aulas em vídeo e cursos EAD (Educação a Distância). Porém, percebemos que ainda há muito a evoluir.

Apesar de todo avanço tecnológico, o modelo de ensino tradicional (entrar na sala de aula e esperar alguém ensinar o conteúdo) parece ter ficado estacionado em alguma época passada. O problema com esse modelo é que é muito lento e o mundo está mudando muito rápido. Muitas vezes o que estudamos ontem não serve para amanhã.

Este modelo de ensino dá sinais de que está ultrapassado e precisa mudar. Um exemplo disso foi o isolamento social ocasionado pelo coronavírus e a paralisação (quase que completa) das atividades de muitas escolas. Alguns jornais noticiaram casos específicos de instituições de ensino que se lembrar de usar a internet para dar aulas para as crianças. 

Preocupação com o conteúdo programático

Muitos educadores se mostraram preocupados em auxiliar as crianças com a continuidade das atividades enquanto estavam em casa, afinal, existe um conteúdo programado para todo o ano letivo.

Mas, até que ponto este é o fator mais importante? De acordo com o relatório The New Work Order, divulgado pela Foundation for Young Australians, 60% dos estudantes australianos estão atrás de carreiras que se tornarão obsoletas pelos avanços tecnológicos e automação que podem ocorrer dentro dos próximos 10 a 15 anos. Os jovens estão aprendendo profissões que vão deixar de existir.

Tecnologia e educação caminham lado a lado

Fazer os alunos decorarem coisas já não faz tanto sentido. Claro que as escolas continuam sendo importantes, principalmente na educação básica e pela oportunidade de interação entre as pessoas. Todavia, talvez um papel melhor para ela seria preparar as crianças e jovens para uma vida inteira de aprendizado. E isso vem por meio de outras atividades e formas de ensino, ao incentivar a autonomia do pensamento, a criatividade e o empreendedorismo.

Não adianta apenas preparar o aluno para o uso de disciplinas básicas como Matemática e Português. Elas continuarão sendo importantes, mas o profissional do futuro precisará ter habilidades diferenciadas para se adaptar ao novo mercado.

Tecnologia e educação precisam caminhar juntas para proporcionar o desenvolvimento de projetos e ideias que podem melhorar a vida das pessoas. Também é importante estimular o senso crítico no indivíduo para ele saber analisar as informações que recebe. Afinal, estamos em um momento com muita “fake news” nas redes sociais e aplicativos de mensagens. 

Como se influenciar de forma positiva para usar a tecnologia em prol da educação? Precisamos valorizar os debates em sala de aula, estimular a criatividade e a inovação. Unir tecnologia e educação na formação de jovens com uma mente empreendedora e capacidade para se adaptar aos novos modelos de trabalho. 

Também é essencial compreender que o estudo nunca termina, logo, o jovem precisa estar preparado para continuar aprendendo ao longo da vida. Afinal, estamos em uma “esteira rolante” com informações mudando o tempo inteiro. E quem não acompanhar as tendências ficará para trás. 🚀

Você também acredita nesse modelo? Veja tudo que a tecnologia já fez por nós até hoje

*Conteúdo produzido em parceria entre Alan e Morgana.

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