Gamificação como estratégia de motivação

Gamificação como estratégia de motivação

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Os jogos estão presentes em nossas vidas, seja acompanhando o nosso time, curtindo um joguinho no smartphone ou aquele carteado com os amigos. Quando jogamos nosso foco aumenta, ficamos motivados e sentimos que o tempo passa depressa. Por outro lado, no trabalho ou na faculdade, tem dias que parece que o tempo parou, pois essas podem ser consideradas atividades chatas não tão divertidas.

O que torna os jogos tão engajantes e divertidos em comparação a outras atividades? E se pudéssemos adicionar algumas das características dos jogos ao nosso trabalho, aprendizado e atividades cotidianas a fim de torná-las mais estimulantes e divertidas? Pois nós podemos, e isso se chama Gamificação. 🕹

Gamificação é o termo que denomina o uso de elementos e mecânicas de jogos (analógicos e digitais) em situações não relacionados ao contexto convencional dos jogos, como no ambiente de trabalho ou na faculdade. 

Naturalmente, as pessoas não agem com tanto entusiasmo para resolver os problemas sérios do dia a dia, pois nem sempre essas atividades são atrativas. É aí que a gamificação entra em campo. Ela cria incentivos para você realizar essas tarefas por meio de diferentes estímulos. 

Para descobrir o que faz os jogos terem esse poder de engajamento, precisaremos entender um pouco mais sobre motivação e comportamento humano. Vem com a gente e confira!  👇

Os jogos são muito mais do que entretenimento

Muitas pessoas podem considerar os jogos uma atividade improdutiva, mas nós humanos sempre fomos atraídos por eles. Independentemente do motivo pelo qual você joga, (socializar, conquistar troféus, explorar novos mundos ou derrotar outros jogadores para mostrar suas habilidades), os jogos nos divertem, ensinam, engajam e às vezes oferecem experiências que a realidade não oferece.

O psicólogo Barry Schwartz diz que não somos motivados só por dinheiro ou benefícios. Desafio, autonomia, domínio e significado são tão importantes quanto ser remunerado. Os jogos instigam esses sentimentos, além de outros aspectos inerentes ao ser humano, como cooperação, competitividade, senso de realização e status.

Essas características mantém você focado no jogo, estimulando sua capacidade de raciocínio que é a base para reforçar as sinapses, aumentar a criatividade e armazenar informações. 

Com o auxílio da tecnologia, a gamificação também vai transformar a educação para as novas gerações e isso trará inúmeras vantagens no processo de ensino, principalmente no que se refere à superar o desinteresse dos estudantes na sala de aula.

Talvez você já conheça a University 42, ou já utilizou algum aplicativo como o Duolingo (plataforma de ensino de línguas estrangeiras), que utilizam a gamificação para facilitar o aprendizado e manter os estudantes motivados a continuar aprendendo por mais tempo. 

Gamificar não é criar um jogo em si, e muito menos distribuir pontos sem nenhuma lógica, pois essas não são estratégias funcionais. Para implementar a gamificação é importante você entender como a motivação funciona, visto que todas as pessoas têm perfis psicológicos distintos e isso influencia como agem.

Existe a motivação intrínseca, ligada aos sentimentos do indivíduo, seus gostos, desejos, prioridades e outros estímulos internos. E a motivação extrínseca, que vem de fora, como dinheiro, notas ou elogios.

Na sequência vamos falar sobre as mecânicas de gamificação, que podem aumentar principalmente a motivação intrínseca, e esta, quando somada à motivação extrínseca, pode fazer a qualidade do nosso trabalho aumentar e a produtividade também.

Mecânicas de gamificação

Para que uma estratégia de gamificação possa gerar resultados positivos é fundamental identificar algumas características dos jogos para aumentar as chances de engajar as pessoas no que você deseja que elas façam.

  1. claras dá uma sensação de propósito, o que nos faz sentir satisfeitos quando as alcançamos.
  2. Regras: as regras definem uma limitação de como os jogadores podem atingir a meta. Isso pode estimular as pessoas a encontrar maneiras criativas de realizar as tarefas. 
  3. Feedback: os jogos fornecem um feedback visual para demonstrar ao jogador o quanto ele está progredindo. Toda vez que o jogador ganha uma vida por exemplo, o indicador de vida aumenta ❤ ❤ ❤. Sabendo como está seu desempenho, o jogador consegue perceber quais ações precisam ser melhoradas.
  4. Recompensas: as pessoas gostam de serem recompensadas por seus esforços. Nos jogos costumam ser níveis, medalhas, habilidades, etc. Reconhecer o trabalho, valorizar os esforços e premiar as conquistas traz o sentimento de que somos importantes e nos incentiva a colaborar muito mais. 
  5. Jornada e aprendizado: os jogos disponibilizam instruções e ensinam os novatos a jogar na prática. Nos videogames, a primeira fase costuma ser fácil para você se familiarizar com as funções básicas, ambiente e recursos. Conforme sua experiência aumenta, as fases ficam mais difíceis e novos recursos são apresentados. Ensinar os fundamentos básicos ajuda as pessoas a entenderem como as tarefas devem ser realizadas. Conforme evoluem elas passam a desempenhar tarefas cada vez mais complexas.
  6. Liberdade para falhar: dar liberdade para falhar deixa a pessoa mais à vontade para explorar o sistema sem medo. No jogo do Mario, quando você cai em um buraco, você perde uma vida. Tudo bem, o jogo recomeça. Agora você sabe que não pode cair em buracos 😂. Aprenda com os erros.                                                                                                                                                                                                                     
  7. Participação voluntária: quando o jogador escolhe participar do desafio, é porque este possui os aspectos de incentivo e motivação necessários para despertar o interesse do jogador. A gamificação deixa mais divertida a busca pelos objetivos e faz com que as pessoas sejam proativas.
  8. Personalização: quando as pessoas podem personalizar alguma coisa, elas criam um vínculo emocional e seu senso de valor e afinidade aumentam.

Exemplos de gamificação

Ainda tem dúvidas sobre como funciona a gamificação? Veja os exemplos que separamos: 

Rink Bingo: para estimular o engajamento dos torcedores, esse time de hóquei criou um bingo. A equipe instalou sensores nos painéis laterais da pista e assim, quando os jogadores batem nos painéis, o número correspondente é transmitido no telão e smartphones dos espectadores. Aqui no Brasil um exemplo parecido é o Cartola FC.

Escada piano: Como fazer mais pessoas usarem a escada tradicional ao invés da escada rolante? Veja que ideia genial! 🤩

Loteria do radar de velocidade: cada um que ultrapassa o limite de velocidade recebe uma multa. Os que andam dentro do limite concorrem a uma parte do valor das multas. Assim fica bem mais interessante controlar a velocidade, não é mesmo?

Aplicativos gamificados: há também alguns exemplos de aplicativos gamificados. Muitos deles você já deve ter usado ou pelo menos ouviu falar em algum momento. São eles:

  • Nike Run Club;
  • Zombie Run;
  • Waze;
  • Duolingo;
  • Habitica.

Nesses exemplos mostramos sistemas eletrônicos e aplicativos, mas não se assuste, a gamificação pode ser muito simples, como aquela brincadeira que muitas crianças fazem ao “andar na rua e não pisar nas linhas” para se distrair até chegar ao destino.

Eu por exemplo, aqui na Nibble, uso nomes de personagens da Marvel e DC nos protótipos dos aplicativos que projetamos. Nossa equipe também escreveu um manual de regras para saber quando alguém deve pagar salgados, o “Estatuto do Salgado”. São pequenas ações que não custam nada, nos ajudam a socializar e tornam nosso dia a dia mais divertido. 😁

E você, já trabalhou em algum lugar que utiliza a gamificação para integrar equipes e trazer resultados para a empresa? Como foi essa experiência? Conta aqui nos comentários! 😜

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